segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Liberdade - (Cinquain)

É livre
Qual grito d’alma
O coração que bate
No interno do materno ventre
Quer vida!

Wagner Marim – 22/01/2012

sábado, 21 de janeiro de 2012

Senryu IV - Hora Mundial

Dia trinta de junho
Um segundo a mais na vida
Planejar é tudo

Wagner Marim - 21/01/2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Da Certeza - (Cinquain)

Decerto
Não muito tarde
Sempre ressurgirá
Esperança e recordação
É fato.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Vamos construir um Cinquain?

Adelaide Crapsey (1878-1914) foi uma poetisa americana mais conhecida por estabelecer a forma de cinco linhas conhecida como a cinquain. Ela tinha uma profunda admiração por métricas e era um fã de tanka e haiku japonês.

Sua poesia foi publicada postumamente em 1915, em uma coleção intitulada Verso.
Ela é considerada uma das primeiras poetisas Imagistas.

O Imagismo foi uma escola estética de vanguarda datada da segunda década do século XX, que consistia numa nova forma de fazer poesia, com novos ritmos sonoros, uso de linguagem coloquial, despreocupação com a métrica, versos livres e o uso de imagens.

O objetivo principal da Escola Imagista era libertar a poesia da sobriedade dos recursos retóricos e do sentimentalismo vitoriano que pairava nas produções poéticas. Além disso, utilizar o recurso imagético intensamente como forma de enfatizar o sentido dos escritos.
Para os imagistas, a poesia associada fortemente à imagem e aos recursos metafóricos teria uma abrangência de sentido muito maior do que a poesia limitada ao recurso vocabular.

Ref.: http://www.infoescola.com/movimentos-artisticos/imagismo/

Cinquains são de estrofes de cinco versos, ou seja, quintetos ou quintilhas, apresentando, predominantemente, um processo de composição com versos de 2, 4, 6, 8 e 2 sílabas, lembrando o tanka japonês, que apresenta versos de 5, 7, 5, 7 e 7 sílabas, em sua estrutura, sugerindo igualmente o caráter imagético do haikai, que se originou do tanka.

No entanto, críticos mais recentes esclareceram que, formalmente, a quintilha de Adelaide Crapsey não é estritamente silábica. Seu princípio estrutural estaria vinculado ao seu padrão de acentos.
Segundo Susan Sutton Smith, em 1923, Louise T. Nicholl definiu com precisão a forma dos cinco versos como contendo 1, 2, 3, 4 e 1 acento(s) na sua sequencia composicional, como exemplifica o quinteto abaixo:

The Guarded Wound

If it
Were lighter touch
Than petal of flower resting
On grass oh still too heavy it were,
Too heavy!

Tradução literal:

“A Ferida Resguardada”

Se ela
Fosse tocada mais suavemente
Do que a pétala de uma flor caída
Na grama oh ainda assim muito pesada ela seria,
Muito pesada!

Abaixo um dos cinquains mais famosos de Adelaide Crapsey:

Triad

These be
Three silent things:
The falling snow... the hour
Before the dawn... the mouth of one
Just dead.

Numa tradução feita por Manuel Bandeira, teríamos:

TRÍADE

São três
Coisas silenciosas:
A neve que cai... a hora
Antes da alva... a boca de alguém
Que acabou de morrer.

Adelaide Crapsey -(In: Bandeira, 1966, p. 225).
Ref.: http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fale/article/view...

Outro exemplo excelente de uma poetisa de Manaus.

Quem vê
essa florista
retornando ao trabalho
nem nota que uma borboleta
lhe segue...

Rosa Clement

Ref.: http://www.blogger.com/profile/01550770329111855133

Existem outras variações do cinquain que breve postarei neste espaço.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Senryu III

às vezes possui
só que você não enxerga
inferno ao seu lado

Wagner Marim

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Mágica manhã

Espreguiço-me seguindo ritual
Nesta manhã–ouro preguiçosa
A chuva miúda desfaz-se silenciosa.
Onde o sol esparge raio-punhal.
Sinto de Mona Lisa o enigmático sorriso e olhar
Escoltando meus passos pelo mágico despertar.

Wagner Marim – 04/01/2012


domingo, 1 de janeiro de 2012

Haicai XXXIX

surge já a aurora
traz nos braços da esperança
novas tintas frescas

Wagner Marim – 01/01/2012